“No primeiro dia depois de que tudo entre nós acabou eu pensei que não conseguiria nunca mais achar graça em nada e nem em ninguém, não conseguia pensar na possibilidade de dar certo com alguém que não fosse você. Na terceira semana junto com alguns shots de tequila acreditei fielmente de que eu estava pronta para beijar outras bocas ou conhecer outros corpos, mas bastou apenas uma noite e duas bocas beijadas para eu me dar conta de que te procurar em outras pessoas não ajudaria em nada, pelo contrário, só pioraria. Voltei a estaca zero, era como se eu estivesse revivendo o primeiro dia após o nosso término, meu coração se recusava a te expulsar e a minha mente estava em constante luta para te apagar de cada memória do meu passado. Durante quatro meses eu vivi o luto do nosso amor, aceitei que ele foi grande demais para ser jogado em uma valeta qualquer e que para te superar eu deveria aceitar que realmente nenhum outro amor, toque, beijo, cheiro ou sorriso seria como o seu. Eu resolvi aceitar que ninguém seria como você. É como aquelas histórias de corações partidos no bar da esquina, você não entende o porque a pessoa se afunda naquele copo até ser você ali a querer se afogar. Eu não estava preparada pelo fim, mesmo ele sendo inevitável, mesmo ele estando distante, mesmo com ele perdido nesses meses atrás. Eu não conseguia cair na minha rotina novamente sem olhar para o celular pensando em te mandar alguma mensagem ou esperando você me mandar alguma, te procuro pelos rostos pelas ruas e em cada esquina um suspiro por não te encontrar. Um ciclo vicioso, que sempre começa e termina comigo pensando em você. Superar é, sem dúvidas, uma das coisas mais difíceis que enfrentamos na vida. Explicar ao coração de que o amor que você sente por aquela pessoa até pode existir, mas precisa sair de cena, é doloroso demais. Nossa cabeça sempre da um looping e volta a pensar nesse amor guardado. Começamos a procurar motivos, a procurar defeitos em nós mesmos, buscando algo que deixe a cabeça pronta pra aceitar o fim. Mas nem sempre o fim tem um motivo ou justificativa que conseguimos aceitar e tudo bem. Eu estou sofrendo desde então, não consigo evitar. Nós nunca esquecemos alguém que nos foi importante e você foi importante para mim. As vezes a recaída vem forte, ela me ronda e me faz pensar que eu devo abandonar a luta e correr atrás de você. Outras vezes eu me sinto forte para enfrentar, eu me vejo bem melhor e busco acreditar que estou melhor sozinha. Falo todo dia ao meu coração que, sim, eu sei que você foi único em minha vida, que nenhum beijo terá seu sabor, que nenhum encaixe de mãos será tão perfeito quanto o nosso, mas tento explicar calmamente ao mesmo que tudo bem não existir nada como você, mas que o mundo vai nos ensinar a viver sem isso. O coração se nega, mas eu continuo tentando. Um dia vou conseguir te guardar no fundo da gaveta que tem dentro de mim, e seguir a vida com o vazio que me deixaste. Um dia, eu preencho o vazio e volto a ser eu, mesmo que seja um eu sem você.”— Escrito por Kelly, Bea e Isadora M. em Julietário.
“Você sabe eu atravessaria estações, só pra te encontrar, velejaria o mar inteiro até te achar, cantaria canções de amor aos ventos pra ele soprar até você, lançaria mil foguetes pra te explorar, olha bem, eu não sei o significado disso, mas se as válvulas do meu coração fossem harpas, a melodia que tocaria seria eu te amo sem timtubiar.”— Coturnos on antibodie.
(Source: coturnos)




















